Brussels - Scary Travel Story | História de Viagem Assustadora

May 29, 2017

[English] (Versão em Português mais abaixo)

 

March 21st of 2016, I had just lost my connection flight in Brussels, with the final destination of Gothenburg, in Sweden. Like that wasn't bad already, I had just lost the opportunity to fly first class. It could not get worst - I though. Little did I know what was about to come. Brussels Airlines provided a room in a 5-star hotel in the city center and gave me an economy ticket for the first flight in the morning to Gothenburg along with 2 taxi vouchers (one to go and one to come back). The taxi driver requested that I gave him the voucher for the next day as well, and that I scheduled the time for me to go back to the airport. I booked the taxi for 7:00 AM.

 

The next morning, I was dying of sleepiness and wishing that I had not pre-booked the taxi so that I could be lazy for an extra 30 minutes (you will see why this is relevant soon), but I could not do it, so I just got in the taxi and went to the airport.

 

I arrived at the airport, did the check in, passed security and found a seat at the gates, all within 20-30 minutes, pretty quick! I was there, relaxed, trying to work with my headphones on, when I noticed everyone around me starting to panic. I took my headphones out and I just heard several screams. Almost at the same time I started hearing shoes hitting the floor, but not just two or three people, there were so many that at first I did not even realize what was happening. I looked back to see what was going on and literally saw hundreds of people running towards my direction. I only had time to grab my purse, cell phone and laptop and left my backpack, suitcase and coat behind. Something was clearly happening, but I just didn't know what, yet… We ran until we reached the end of the terminal with no more room to go. At the same time, I called my loved ones in fear of what might happen.

 

All the airport shops closed their doors and there was a general alert to evacuate the airport. There had been two bomb explosions in the departures terminal, where I was just about 30 minutes before. Now imagine where I would have been, if I had delayed my taxi by 30 minutes. I probably wouldn't be writing this for you to read...

 

I went back to get my things and there were dozens of bags left behind. Everyone was sent to the ground floor gates that provide access to the runway, but when we tried to follow instructions and leave the terminal, the security guards sent all of us back to the bottom of the terminal (and that happened two more times after that). Whoever tried to reach the runway was threatened (with violence), although those were our instructions. It was a total mess... The panic was set in, not only on the passengers but also on those who worked there.

 

When they finally let us out of there, we left through the runway and then went on a bus out of the airport. Afterwards, everyone just stood there helpless, with no information or protocol to follow. Every man/woman for themselves. I decided to get out of the crowd and walk away from the airport. I asked a military for information and he just told me to walk (2:30h) to the city center because the terrorists were on the run and there has just been an explosion in the city center metro station... Great!

 

Thankfully, some amazing colleagues managed to pick me up around 1 km away from the airport, even with all the traffic jams and all the panic! I booked a hotel - the last room available, which was strategically chosen due to being far away from the city center and the airport. Little did I know that it was actually right in the middle of the terrorists operating ground as was later discovered.

 

I managed to leave Brussels the next morning, by going to Antwerp by car, then catching a train to Amsterdam and finally an airplane back to Lisbon! And to think that I was not even supposed to be in Brussels, but because of the French air traffic controllers strike, I lost my connecting flight to Gothenburg.... A story to tell and a huge scare.

 

[Português]

 

21 de março de 2016, tinha acabado de perder o meu voo de ligação em Bruxelas, com destino final Gotemburgo, na Suécia. Não bastava isso, mas ainda por cima, tinha comprado bilhetes para voar em primeira classe. Não podia estar a correr pior - pensava eu, que mal sabia que o pior estava ainda para vir. A Brussels Airlines pôs-me num hotel 5 estrelas no centro da cidade e deram-me um bilhete em económica para o primeiro voo da manhã para Gotemburgo, bem como 2 vouchers de táxi (de ida e volta). O motorista de táxi pediu logo que lhe desse o voucher para a manhã seguinte e que reservasse já o taxi para o aeroporto na parte da manhã. Reservei o táxi para as 7:00 horas.

 

Na manhã seguinte, a morrer de sono, só pensava que não devia ter reservado o táxi para tão cedo, e que quem me dera poder adiar por 30 minutos para poder estar na preguiça (já vão perceber porque é que isto é relevante). Como adiar não era uma opção, apanhei o táxi e fui para o aeroporto.

 

Cheguei ao aeroporto, fiz o check-in, passei a segurança e sentei-me num banco já na área das gates, tudo dentro de 20-30 minutos. Estava eu tranquila, sentada, no computador a trabalhar com os meus headphones nos ouvidos, quando reparei que as pessoas à minha volta estavam a entrar em pânico. Tirei os meus headphones e só ouvi gritos. Quase ao mesmo tempo comecei a ouvir sapatos a bater no chão, mas não eram apenas duas ou três pessoas, eram tantas que no inicio nem percebi o que se estava a passar. Olhei para trás e vi centenas de pessoas a correr na minha direção. Só tive tempo de agarrar a minha mala de ombro, telemóvel e portátil. Deixei para trás a mochila, mala da roupa e casaco. Algo muito grave se estava a passar, eu só não sabia bem o quê. Corremos até chegar ao fim do terminal até já não haver mais sítio para onde ir. Ao mesmo tempo, liguei à minha família, com medo do que pudesse estar a acontecer. Todas as lojas do aeroporto fecharam as portas e foi dado um alerta geral para a evacuação do aeroporto. Tinham explodido duas bombas no terminal das partidas, onde eu tinha passado há cerca de 30 minutos atrás. Agora pensem o que teria acontecido se eu tivesse atrasado o meu táxi por 30 minutos. Provavelmente não estaria a escrever isto agora...

 

Voltei para ir buscar as minhas coisas e havia dezenas de malas deixadas para trás. Fomos todos direcionados para as gates que dão acesso à pista, mas quando tentámos seguir as instruções, os seguranças mandaram-nos de volta para o fundo do terminal. E assim aconteceu mais duas vezes, em que ameaçavam violência para com as pessoas caso tentassem passar. A desorganização e o pânico instalados, não só nos passageiros, mas também em quem lá trabalhava.

 

Finalmente deixaram-nos sair dali, fomos todos para as pistas, e apanhámos um autocarro para fora do aeroporto. Ficámos ali desamparados, sem informação ou protocolo para seguir. Cada um por si. Decidi então sair dali, daquele aglomerado de pessoas e afastar-me do aeroporto. Passei por um militar, pedi-lhe mais informações ao que ele me disse para ir a pé (2.30h) para o centro da cidade porque os terroristas estavam em fuga e uma bomba tinha explodido no metro... Fantástico...

 

Felizmente, tenho colegas incríveis que me vieram buscar a cerca de 1 km de distância do aeroporto, mesmo com engarrafamentos e o pânico instalado na cidade! Reservei um hotel,  o último quarto disponível, que foi estrategicamente escolhido devido a ser longe do centro da cidade e do aeroporto. Longe de imaginar que este hotel estava localizado no bairro onde os terroristas viviam, como mais tarde foi descoberto.

 

Consegui sair de Bruxelas na manhã seguinte, onde fui até Antuérpia de carro, depois de comboio para Amesterdão e finalmente, de avião para Lisboa! E pensar que nem era suposto estar em Bruxelas, mas que por causa da greve dos controladores de tráfego aéreo franceses, perdi o meu voo de ligação para Gotemburgo... Uma história para contar e um susto enorme.

 

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